Se não Gostar de mim, então, não Goste.

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Não sinto afeto. Não tenho carinho. Não tenho musa e nem quero beijinho. Nunca fui de acreditar em conversas infundamentadas sobre os outros. Nunca fui dessas pessoas que precisam de uma ilusão pra viver. Nunca quis amar se eu também não tivesse sendo amada. Como eu fazia isso? Fugindo e fingindo. Ao invés de me doar para os outros, eu inventava uma coisa nova pra fazer com a minha vida. Meio egoísta até. Mas era só uma maneira de me proteger de algum sofrimento em algum futuro que viesse a ser meu. Ei, olhe para mim, sou incapaz dessas coisas.

Você pode me ganhar em qualquer papo banal e até me fazer rir com os teus melhores motivos de todos os tempos, não histérica e maluca, mas, leve e decidida. Eu posso aceitar a tua carona, os teus abraços e até decoro a textura do teu rosto na palma da minha mão, mas, não me pede pra ficar aqui e rotular isso. Talvez, eu fique para dividir aquela garrafa de vinho contigo. Quem sabe, eu queira ficar para dormir na tua cama e sentir o cheiro da tua nuca. Talvez, eu aceite o convite para dançar e até te deixo me pagar um coquetel. Até aí tudo bem. Não me importo em ser feliz. Mas morro de medo de essa felicidade toda for só estética e dispensar o genuíno. Por isso não juro amor de pé junto. Por isso não te empresto o meu oxigênio pra você abastecer a tua esperança em qualquer fé que você tenha em mim. Não leve a mal. Não leve. Deixo as coisas irem por agua abaixo mesmo, eu não ligo.

O amor é um jogo e eu detesto jogos. Não quero ter que sair por aí pensando “Eu só te quero se tu me quiseres de volta”. Não. Sentimento não pode chegar a tal ponto. Não quero ser jogadora e muito menos joguete. Não quero ganhar e foda-se se eu perco com isso. Egoísta, eu sei. Mas não me obrigue a encurralar o meu coração para tirar dele a única coisa que me  mantém de pé: O meu amor próprio. Sim, o amor próprio.

Eu posso até te olhar bonito, sorrir quando penso no brilho do teu olho, contar para as pessoas do quanto você é bacana comigo e parece que não é igual aos outros. Não que eu acredite que pessoas são todas iguais, mas, a gente usa isso pra justificar algum medinho besta que se instala dentro de um relacionamento, o tal do “ele é diferente”, é claro que é. Pessoas são distintas apesar de cometerem as mesmas burrices, viverem os mesmos caos e os mesmos casos prolixos, infecciosos e loucos. Mesmo assim, diferentes.

Uma hora dessas, você vai se der conta de que toda essa minha pose, nada mais é que, um conflito interno contra a rotina bucólica que se instala nos meus dias após o outro. Eu não quero ser o que todo mundo é. Não quero aquela coisa cíclica de conhecer-namorar-transar-noivar-casar-e-morrer, eu quero que as coisas apenas sejam, mesmo que, eu vá morrer metaforicamente primeiro. Não gosto de regras. Não tenha pressa pra eternidade. Eu não me forço a existir. Eu não me obrigo a ser quem não sou de natureza. Eu não contenho os meus orgasmos imaginários sobre coisas das quais me confortam e me faz ser uma eu melhor: uma eu melhor. Não quero ter que amar pela metade. Eu não me forço ao amor. Se acaso me quiseres, queira-me como sou, porque sou e pelo que sou. Não uso máscaras e não coleciono clichês românticos. Não me forço. Vai ter que ser assim se não gostar de mim, então, não goste. Não me importo não. Se depender de mim…

Texto baseado na música: Se Depender de Mim

 

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