Para minhas irmãs, com carinho.

Elas nasceram alguns anos na minha frente. Depois fiquei sabendo que nasceram primeiro pra checar se aqui fora seria um lugar bom pra mim. E isso é o que fazem até hoje. Dá uma arregalada no olho direito e encara bem pra qualquer situação antes que eu possa enfiar a cara, fazendo o tipo “Peraee, acho que não te serve”, nesse caso eu recuo. Daqui pra frente, o texto segue no singular, pois, cada uma é única do seu jeito. 

 

Amiga que é amiga que é amiga que é amiga é aquela velha louca que briga com você até na hora de oferecer conselho. Aquela doida varrida que te xinga forte enquanto saqueia tua blusa novinha no guarda-roupa. Amiga dessas que escolhe a tua bebida no bar. Que lava a tua louça ou que suja tua louça. Que te dá o colo pra desabar o mundo que andava preso em tuas costas. Essa amiga é aquela que conhece as tuas frases, tuas caras de deboche mais bizarras da vida, as coisas que você acha engraçada. Amiga que sabe muito bem com quantos copos você começa a dá Petê, com quantos pratos o zíper de tua calça pode voar na cara do garçom, com quantos meses o cara lindo-de-morrer passa a ser o chato-pra-caralho-socorro, lá pelas tantas, e depois oferece o colo pra chorar e depois diz pra parar de frescura e seguir em frente. Enfrente, miga!

 

Amiga que é amiga que é amiga, também é irmã. E no meu caso, pasmem, é de sangue. Além de ter uma maluca com quem dividir a mesma genética do come-come-come e não engorda, quer dizer, nem tanto. Nós dividimos também a mesma raiz, a mesma mãesinha pequenina e bravinha e amada e engraçada e melhor mãe do mundo. Dividimos os mesmos irmãos todos prontos a atirar longe qualquer um que nos faça sofrer. Mas não que precisemos de proteção. Muito pelo contrário, juntas, nós somos ainda mais fortes que os heróis da Marvel e Dc Comics juntos.

 

Amiga que é amiga que é irmã que é amiga, vai ler esse texto aqui chorando, bufando, falando palavrões do tipo essa-vaca-precisaria-escrever-a-porra-de-um-texto-tão-grande. E depois sorrir. E depois me ligar e me chamar de idiota. E me convidar pra ver seriado de 30 temporadas na Netflix, que é pra vida social ir à merda. Mas ir à merda com todo o amor do mundo. E depois oferecer abraços residenciais, com conversas doidas de quem nunca saiu de perto. De quem conhece a vida da outra De-có-e-salto-alto. Não pera. É salteado que se fala.

 

Minha irmã é a minha santa-puta, aquela de quem me orgulho em ter semelhança. Nem que seja a semelhança do estresse, da magreza de ruim e da sobrancelha de taturana. E, ó, eu a amo tanto, mas tanto que até tenho vergonha de escrever pra ela, porque sempre acho que não estou dando o meu melhor. Sempre acho que eu deveria ser uma irmã-amiga-e-os-caralho-a-quatro melhor do que já sou. De que deveria colocá-la na minha bolsa e sair por aí carregando-a pra onde quer que eu vá. Que desse jeito ela não perderá as cenas engraçadas do meu dia-a-dia. Que assim vou ter de quem rir no dia-a-dia.

 

Amiga de verdade é papo bem sério. É com quem você pode contar nos momentos mais estranhos e vergonhosos. Amiga é a pessoa que você conta as novidades, pede favores malucos e enche a cara numa quarta-feira à noite. Amiga é pra toda hora, qualquer tempo. Aonde quer que tua vida vá.

Amigas, a vida me deu várias.

Melhores amigas: Minha mãe me deu 2! Amo-Ô-cês. 

 

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