O amor da minha vida encontrou o amor da vida dela

No total, foram 3 palavras: ela-vai-casar. Mas não era bem aí que estava o problema, era na nuance de ela se tornar o ser humano mais completo da terra, exalava sua felicidades em mil sorrisos inteiro do outro lado da sala. Não precisei mais de certezas. Era o brilho do olho dela me contando assim meio de longe do quanto o amor a tinha invadido dessa vez.

Tô feliz, pô.

Feliz pelo fato de não tê-la destruído por dentro tanto ao ponto de essa moça conseguir enfrentar seu próprio coração de novo.
Feliz por essa nova etapa da vida dela e, aqui pra nós, da minha também. Você me conhece, cara! Sabe que nunca deixei de encontrar nas outras o cheiro de mulher morena risonha que ela exalava. Só que ela nunca soube disso. Nunca deixei de tentar me aproximar e tirar proveito de todo o sentimento puro que era evidente nela por mim. Ela tinha muito amor pra me deixar feliz por, no mínimo, umas trinta mil vidas. Ela estava lá quando eu precisava desaguar os meus desastres. Esperava meus telefonemas de domingo à noite quando nem pra minha mãe eu ligava aos domingos. Pois domingos são dias carentes, pra alguém que devemos julgar importante temos que ligar no maximo num sábado às 3 da manhã. Meio bêbado de quem morre de vontade de dormir colado e nunca mais soltar.
Mas eu não encarava ela assim. Aquela garota era a minha reversa sentimental, era com ela que eu tomava vinho e conversava sobre o trabalho. Era no ombro dela que o meu caos repousava às terças-feiras.
Um dia ela sumiu e eu procurei encarar como drama feminino. Como quem foge pra alguém ir atras. E cê me conhece, nunca vou atrás.

E agora lá está ela, toda serelepe num vestido preto mais marcante do que aquele jogo de final de temporada que o meu time goleou o adversário e levou a taça pra casa.

Mas nesse caso, não sou eu quem vai levá-la pra casa hoje. Meu time perdeu nessa temporada, não tenho título, a não ser um de ser conhecido de uma amiga fofoqueira da noiva. Amiga essa que me arrastou pra uma festa prometendo open Bar e lá estava ela, o amor da minha vida mostrando pra todo mundo que encontrou o amor da vida dela. Andando colorida por entre as pessoas.

Muito mais bonita do que eu lembrava. Mal sabendo ela que carrego sua foto na minha carteira do jeito que o meu avô me ensinou. Mas ela nunca soube. Nunca teve acesso aos meus sentimentos. Sempre me desvencilhei, mudei o papo, perguntava se ela estava com fome e seguia outro rumo que não o que eu realmente sabia que sentia por ela.

Mas eu sigo, assim mesmo, com 2 ou 3 casinhos pre agendados, outras candidatas a ser aquela garota da foto da carteira. Prontas a serem as próximas que eu levaria ao altar para que outro cara casasse com elas.

Ela-vai-casar. E eu guardei a minha expressão de quem acabou de sofrer um acidente de carro. Mais acidentado do que nunca nos meus percursos sentimentais, dois pontos, o amor da minha vida tá feliz pra caralho com o amor da vida dela.

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